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03/06/2005 10:59
De que vale mera-vida não emotiva.
De que vale vida sem amor,
um lamento,
na lapela . . . flor!
Desabrolhar no coração.
Ele sua, ela uiva, ele chora, ela ri,
tudo ao feitio de palhaço.
Hora!
Resumido madrugada,
a fera já domada,
adormeçe em leito, primavera
efervescente,
à sua condenação.
Um olhar acima dos olhos!
Seios, lábios, mãos não.
Aura sob emoção,
febre, na navalha o coração.
enviada por Sandro
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